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A Clínica da Maternidade: Cuidado Psicológico na gestação, puerpério e parentalidade

  • 14 de fev. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de fev. de 2025

A gestação e o puerpério são períodos de intensa transformação emocional. Se, por um lado, a maternidade pode despertar sentimentos de amor e realização, por outro, pode trazer angústias profundas, insegurança e um esgotamento físico e psíquico difícil de nomear.

Duas pessoas em uma sala, em uma situação de atendimento. Uma escreve em um caderno e outra fala

Muitas mulheres se sentem pressionadas a viver a maternidade como um momento apenas feliz, o que pode silenciar experiências legítimas de medo, frustração e solidão. Questões como a adaptação à nova identidade materna, as mudanças na relação com o parceiro, o impacto da amamentação e o cansaço extremo podem desencadear sofrimento emocional significativo.

Diante desse cenário, como nós, profissionais da saúde mental, podemos oferecer um cuidado mais acolhedor e eficaz para mães, gestantes e puérperas?

Diretrizes para a atuação profissional no cuidado Psicológico na gestação, puerpério e parentalidade
  • Valide os sentimentos maternosMuitas mulheres sentem culpa ou vergonha por não se encaixarem na idealização da maternidade. Ofereça um espaço seguro onde todas as emoções possam ser expressas sem julgamento.

  • Atente-se aos sinais de sofrimento psíquicoO puerpério é um período de vulnerabilidade emocional. Esteja atento a sinais de ansiedade, depressão pós-parto, dificuldades na vinculação com o bebê ou exaustão mental.

  • Acolha a história de cada mulherA experiência materna é única para cada mulher. Acolher sua história, seus medos e suas expectativas com empatia é essencial para um atendimento humanizado.

  • Promova a autonomia maternaEvite discursos normativos ou que reforcem a culpa. Apoie a mãe na construção da sua própria forma de maternar, respeitando suas escolhas e contextos.

  • Oriente sobre a importância da rede de apoioA sobrecarga emocional pode ser minimizada quando a mulher se sente amparada. Auxilie na identificação de pessoas e recursos que possam oferecer suporte nesse período.

  • Cuide também da escuta paterna e familiarA transição para a parentalidade envolve todos ao redor da mãe. Sempre que possível, inclua parceiros e familiares no processo de acolhimento e orientação.


Cuidar da saúde mental materna é cuidar das futuras gerações


A psicologia perinatal nos ensina que uma mãe emocionalmente amparada pode construir laços mais seguros com seu bebê e consigo mesma. Como profissionais, temos o compromisso de transformar a forma como a maternidade é vivida e escutada.

Que espaços temos oferecido para essas mulheres? Como temos olhado para a saúde mental materna? Vamos refletir sobre isso juntos? Deixe nos comentários a sua opinião.


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